Montadoras aderem ao gás
 
Apesar de várias especulações sobre a falta de economia na utilização do Gás Natural Veicular (GNV), as estatísticas apresentam realidade diferente. De acordo com dados apresentados em abril deste ano, o Brasil possui frota de 1.541 milhões de veículos movidos a gás natural. Desse total, Rio de Janeiro lidera o ranking com 655.540 veículos, seguido por São Paulo que possui 377.416. Segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), o total de veículos a GNV cresceu 14% no Brasil em 2007. A previsão é que em 2008 o crescimento seja de 10%. O gás natural tem a desvantagem de roubar espaço no porta-malas, onde geralmenteé instalado o tanque para esse combustível, impondo o gasto com equipamento de adaptação. Pensando justamente nessa demanda existente no mercado, algumas
montadoras já providenciaram a produção de carros a gás. Esse é o caso da Fiat Automóveis que lançou, em 2006, o Siena Tetrafuel, que roda com quatro combustíveis:álcool hidratado; gasolina brasileira (que atualmente possui 20% de álcool); gasolina pura, como a existente em outros países da América Latina e Europa; e Gás Natural Veicular, ou GNV. De acordo com a assessoria de imprensa da Fiat, a montadora tem histórico inovador há quase três décadas. Partiu dela o lançamento do primeiro veículo de passeio com motor a álcool do Brasil, em 1979. Em outubro de 2006, mais uma vez, a montadora inovou no uso de combustíveis com o lançamento do Fiat Siena 1.4 Tetrafuel, primeiro veículo do mundo a rodar com quatro combustíveis e adaptado para não perder potência de motor, característica comum aos usuários do GNV. Com a Montadora Ford também houve inovações para adaptação ao mercado do gás natural. De acordo com a assessoria de imprensa da montadora no fim de 2006 foi lançado um modelo inédito de veículo no Brasil. Trata-se da linha depicapes Ranger com motor 2.3 litros à gasolina, preparada para receber kit de gás. São inúmeras vantagens, entre elas a garantia de fábrica, desempenho praticamente igual com uso de gasolina ou gás e consumo bem menor. Em julho, o número de carros que saíram das fábricas já convertidos foi 32,74% maior que no mês anterior. O IBP já prevê crescimento de 10% no segmento este ano. O GNV ainda é opção de combustível mais barato que álcool e gasolina.