GASMIG INVESTE EM MINAS GERAIS

OO Gás Natural Veicular (GNV) sempre chamou a atenção dos motoristas devido ao baixo custo e pelo seu caráter não poluente. Entretanto, a utilização do gás em estados como Minas Gerais foi reduzida nos últimos dois anos. O investimento necessário para conversão do carro ao combustível, e as incertezas em relação ao fornecimento do GNV, são apontados como os principais fatores na queda da utilização do produto. Apesar dos desafios do mercado, especialistas afirmam que o GNV continua a ser um bom investimento. O gerente de captação de clientes da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), José Góes Junior, garante que o período vivido pelo segmento é de estabilidade e novas conquistas. De acordo com José Góes Junior, o investimento vem sendo feito de forma intensiva na Região Sul de Minas Gerais e também ao Vale do Aço, atendendo a novos municípios, ramos industriais e postos. O gás natural como combustível de veículos é uma solução comum em diversos países, já que se trata de um combustível com melhor rendimento, mais econômico e com fator poluente mínimo, se for comparado à gasolina, álcool e óleo diesel. O número de veículos convertidos cresce a cada ano como resultado das grandes vantagens que o gás natural oferece. Atualmente cerca de 50 mil veículos utilizam o Gás Natural Veicular como combustível. De acordo com dados da Gasmig, 92 postos espalhados por Minas Gerais fazem o atendimento aos usuários de GNV. "Essa quantidade pode parecer pequena, mas é satisfatória levando em consideração que os postos estão localizados em locais específicos, de fácil acesso", defende.




O mercado mineiro do gás natural, segundo o gerente de captação, passa por um momento estável, apesar da queda
provocada pela insegurança em relação ao futuro do gás e a relação do governo brasileiro e boliviano. Apesar das incertezas sobre o novo governo, José Góes Junior afirma que não faltará fornecimento do combustível, já que existe um contrato de prestação do serviço entre os países. "A Gasmig investe em Minas Gerais Bolívia depende da exploração do gás natural.
O Brasil se tornou importante consumidor e eles não têm razão para prejudicar esse abastecimento", esclarece José Góes explica que com um metro cúbico de gás, o motorista percorre cerca de 13 quilômetros em um carro capaz de percorrer 10 quilômetros com um litro de gasolina, ou 7,5 quilômetros com a mesma medida de álcool. "A economia chega a 50%. É indiscutível o quanto se pode aliviar os bolsos utilizando um recurso natural e de qualidade", analisa. Para os motoristas que já utilizam o GNV ou consumidores em potencial, Junior tranqüiliza: o mercado é seguro. Em Minas Gerais, o mercado que mais sentiu a queda do uso do gás, foi o de táxi. Após um grande aumento do número de usuários, a frota foi reduzida. A justificativa é exatamente a incerteza quanto à distribuição, dúvida que é afastada pela Gasmig. De acordo com o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sincavir-MG), há dez anos, 70% da frota de táxi de Belo Horizonte era movida pelo GNV. Hoje, dos seis mil táxis em circulação no cidade, 1,3 mil usam gás natural, ou seja, 21% da frota.