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VERIFICAÇÕES DA PARTE ELÉTRICA - EFETIVAÇÃO DOS CONTATOS

Prezados leitores, atendendo a solicitações de
vários colegas mecânicos,, relembraremos alguns
procedimentos de teste. Abordarei novamente um
tema que tem sido o maior problema dos reparadores
ao se iniciar o diagnóstico dos sistemas de injeção
eletrônica e por mais que se tente testes já conhecidos, se não verificarmos com cuidado
e atenção o que eu narrarei a seguir, ficará difícil se chegar a uma conclusão ou
solução do problema. Pode parecer exagero porém, grande parte dos defeitos apresentados
pelos veículos atuais, estão no sistema elétrico e não no sistema eletrônico como se
manifestam. A eletrônica depende diretamente do perfeito funcionamento do sistema
elétrico. As unidades de comando só conhecem a linguagem da Tensão. Os sistemas trabalham
como? Aplicando uma tensão de referência ( 5 ou 12 volts) naquele determinado
componente ou sensor e analisando a queda
de tensão neste circuito, geradas pelas variações
de funcionamento do sistema. Através da leitura
da queda de tensão gerada por aquele determinado
componente a unidade compreende o que está
acontecendo. Estes valores são comparados a
valores gravados na memória de calibração das
centrais (Mencal) baseados em testes feitos no
decorrer do desenvolvimento do sistema em laboratório.
Quando já estão determinados em projeto,
em funcionando nos veículos fica fácil. É só
a unidade de comando pegar os valores provenientes
destes componentes e casar, ou seja,
comparar com os valores contidos na memória
de calibração que tem todos os parâmetros de
funcionamento dos sistemas e está feita a injeção
eletrônica.. Só que, o que tem acontecido é que
os sistemas tem apresentado uma falha do sistema
elétrico, principalmente dos negativos (massas) dos quais estes sistemas eletrônicos
dependem. Estes contatos ruins também podem ocorrer com os positivos.
Ao verifica-los, agir da mesma forma como se testa o circuito negativo. Porém,
com os negativos estão mais freqüentes.
Raciocinem comigo. Se há, por exemplo, um mau contato no cabo negativo, na
ligação da bateria para o bloco do motor, este mau contato já gera uma queda de tensão
no circuito no geral. Se a unidade recebe este negativo em determinados pinos dela, e se
eles já chegam até ela com esta deficiência, todo o trabalho dela estará comprometido, concordam? Vamos relembrar o que já abordei em matérias anteriores.
Nos testes de resistência, a tolerância é 0,5 ( meio ohms). Lembrando que para
se medir resistência, tem que ser com tudo desligado, ou seja, não pode haver circulação
de corrente no circuito. Você inicialmente pega seu multímetro e seleciona a função
Ohmimetro (resistência). Coloque na menor escala (200), se for um multímetro que você
determina a escala. Se for multímetro de escala automática selecione só a função
(resistência). Primeiramente una as duas pontas de prova (preta e vermelha) e anote o
valor lido. Este valor lido é o da resistência dos próprios cabos do multímetro. Se deu
0,3 por exemplo, até 0,8 na hora de medir, estará normal. Acima disto, você tem que
trabalhar no veículo para descobrir aonde esta a perda. Medir entre o borne da bateria e
o terminal da bateria. Medir do terminal da bateria para a lata. Medir do terminal da
bateria para o bloco do motor. Medir do bloco do motor para a descarga nos sistemas
com sonda lambda de um ou três fios que dependem do massa da descarga para trabalhar.
Também medir do ponto de fixação dos negativos (lataria ou motor) para a central de injeção. Conferir e reparar se necessário.
Em relação à medir a queda de tensão no circuito, a tolerância é
70mv. Ou seja, se 1 Volt tem 1.000mv, você pode considerar bom setenta
(70) partes de mil(1.000). Na escala do multímetro seria 0,07mv. Este
teste de queda de tensão, ao contrario dos testes de resistência, podem e
devem ser feitos com o motor do veículo em funcionamento. É muito
comum a gente obter valores abaixo disto. É comum 20 a 30mv. Acima de
70mv, já pode gerar um mal funcionamento do sistema ou seja, dificuldade
de circulação dos elétrons. Quanto maior for esta queda de tensão,
pior estará o funcionamento do veículo. Para a unidade de comando é um
problema sério. Se o que ela sabe processar são informações e analisar as
quedas de tensão geradas pelos seus componentes em funcionamento, se
isto ocorre sem interferência
destes, ela simplesmente se perde
e começa a gerar códigos de
falhas falsos. Coloca culpa quase
sempre na sonda lambda, nos sensores
em geral e nela mesmo
(perda de parâmetros auto adaptativos).
Isto tem sido uma constante
em praticamente todas as
marcas e modelos de veículos. Os
veículos da GM são os campeões
deste tipo de problema. Erros de
sonda lambda estão comuns principalmente
porque a GM usa
muito a sonda de um ou de três
fios. Estas, dependem diretamente
do massa (negativo) da
descarga. Se há uma queda de
tensão da bateria para o bloco do motor e o coletor de escapamento esta
preso diretamente ao motor, ela fica com dificuldade de leitura já que fica
fixada no coletor de escapamento. As variações de tensão geradas pela
sonda já são bem pequenas(de 50mv à 950 mv) e dependem iretamente
do negativo da descarga.
Quanto maior estiver esta " queda de tensão", menor será o valor
de tensão gerado por ela. Para a unidade de comando, se a tensão for
menor que 450mv, isto significa em funcionamento, uma concentração
alta de oxigênio na descarga(mistura pobre) e não falta de massa. Ela (a
central) não tem nenhuma forma de saber se existe um contato ruim do
circuito elétrico. Todo trabalho dela é baseado no perfeito funcionamento
do sistema. Por exemplo, se a sonda fica variando a tensão entre 50, 150,
300 mv, a unidade começa a aumentar o tempo de injeção para enriquecer
a mistura. Como o problema esta na dificuldade da sonda ler contra o
massa da descarga, ela continua a marcar tensão baixa. Chega um determinado
momento que a unidade não pode mais aumentar o tempo de
injeção e coloca a culpa na sonda. O mecânico não observa esta deficiência
do negativo da descarga, coloca outra sonda nova e o defeito perciste.
Coloca outra sonda achando que a primeira trocada estava também com
defeito. Quando vê que esta ultima apresentou o mesmo problema, ele
enlouquece e às vezes, até "joga a toalha" desistindo deste veículo. Tudo
isto porque ele não fez o teste inicial. Eu considero que este deve ser o primeiro teste a ser feito em
um veículo na oficina, quando se parte para um diagnóstico. Verifique
primeiramente entre o borne da bateria e o terminal da bateria. Se houver
alguma perda por oxidação do terminal da bateria para o borne da
bateria, você já elimina aí o problema. Se estiver normal, do terminal
da bateria para a lataria. Alguns veículos usam o negativo da lataria
para fixação dos massas da unidade de comando. O negativo da
bomba de combustível em praticamente todos os modelos parte da
lataria. Do terminal da bateria para o motor. Nos veículos que possuem
sonda lambda de um ou três fios, medir a resistência ou a queda
de tensão do bloco do motor para a descarga também. Do bloco do
motor para os pinos da unidade de comando que recebem negativos.
A maioria dos veículos com injeção eletrônica os massas (negativos)
estão fixados na tampa de válvula ou no cabeçote. Verificar pelo
esquema elétrico. Ou seja, fazer a medição nestes pontos citados e
eliminar a possibilidade do problema estar aí.
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