Frota de pesados exige qualidade e tecnologia

DA retomada da economia mineira após os impactos da crise financeira global, e sobretudo de setores como mineração e siderurgia, considerados os carros chefes da economia mineira, teve reflexos positivos sobre os negócios das empresas de transporte de carga que prestam serviço
para esses segmentos. A proximidade do período de Natal também explica o aumento da demanda pelo serviço. A frota pesada é um mercado em franca expansão e uma oportunidade sempre crescente para a reparação
automotiva e reposição independente.
Só para ter uma rápida ideia do potencial do segmento no estado, basta ressaltar que Minas tem a segunda maior frota de caminhões do país, com 231,186 mil veículos e um total de 19,965 mil organizações ativas em janeiro de 2009 com registro formal na Agência Nacional de Transporte
Terrestre (ANTT) - segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg).

  Ulisses-Martins-Cruz  
     
O ramo representa um nicho de mercado em potencial para as empresas de reparação especializadas, principalmente em serviços preventivos. O presidente do Setcemg, Ulisses Martins Cruz, alerta que a renovação das frotas, privilegiando veículos mais modernos, vai reduzir a
necessidade de serviços de manutenção. “Hoje, a tecnologia tem garantido uma vida útil maior para os caminhões e a qualificação dos motoristas, por sua vez, também tem contribuído para que ocorram menos acidentes, paradas e quebra”, afirmou.
Além dos caminhões registrados, estima-se que estejam circulando no Estado, 138 mil veículos de carga. Segundo o dirigente, há empresas que têm frota própria e há também aqueles caminhoneiros que trabalham por conta própria, o que mostra o potencial de serviços tanto para a reposição quanto para as oficinas mecânicas. Com a retomada das encomendas, principalmente do setor de mineração e siderurgia, 2010 deve se consolidar como um ano de grande movimento da frota de caminhões rodando na malha viária do estado. O presidente da União Brasileira dos Caminhoneiros, José Natan, por sua vez, enfatizou que a maioria dos profissionais autônomos trabalham com veículos antigos e que fazem a reparação com peças de “linha 2”. “As peças de caminhão são muito caras e por isso a categoria não costuma usar as assistências autorizadas”, justificou.
Apesar da crise financeira mundial, 2009 começou sem surpresas, repetindo um cenário já percebido no segmento da reposição independente a cada início de um novo ano: redução das vendas em janeiro com perspectivas de recuperação para depois do carnaval, e pico de crescimento a partir de junho. Para o setor, o grande número de veículos em circulação é um diferencial positivo, que irá colaborar para o crescimento do segmento. Pode ser que esta crise da economia mundial, que afetou o crédito, tenha impactos na reposição independente, provocando oscilações nas vendas. Por outro lado é complicado fazer previsões, temos que aguardar o comportamento da economia daqui para frente, o que ainda é uma incógnita. Por enquanto, pretendemos trabalhar com maior cautela e cuidado, mantendo um cadastro atualizado de clientes e com um limite ao crédito.