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| Minas tem uma década para comemorar |
Números do
país acelaram
em dez anos
ONo ano passado, o setor automotivo consolidou
números que fazem referência não somente a um
ciclo de 12 meses, mas a toda uma década, iniciada em
2000 e concluída em 2009. Pode-se dizer que a temporada
foi mais que positiva para a indústria, repercutindo
em toda a cadeia automotiva, da produção da matéria-prima às oficinas mecânicas. As vendas de automóveis
decolaram, o Brasil ganhou envergadura no ranking
mundial e hoje no país, o número de habitante por
automóvel quase dobrou. Se na década de 90 eram 10
habitantes por automóvel, hoje são 4 habitantes por
veículo. Na capital mineira esse número chega a 2 habitantes
por veículo. Vale lembrar que a nova década que
se inicia abre também novos desafios, o mercado se
torna cada vez mais competitivo e especializado.
A série histórica do setor, acompanhada pela
Federação Nacional de Distribuição de Veículos
Automotores (Fenabrave), tem início em 2002 e 2009
e é um excelente termômetro do avanço do segmento
na última década. O número de veículos emplacados no
Brasil saltou de 2,230767 milhões para 4,843030
milhões, um incremento de 54%, crescimento acelerado
que pode ser exemplificado, também, pelo número
de empregos gerados pela cadeia do setor. Em 2000,
eram 98,614 funcionários e, em 2008, 126,777 mil.

A indústria automobilística, hoje, corresponde
a 5,3% do Produto Interno Bruto nacional (PIB). Em
2009, a redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) contribuiu para manter as vendas
aquecidas mesmo em um ano de crise financeira mundial.
O resultado do período praticamente empatou
com o desempenho de 2008. Foram 4,843 milhões, em
2009 ante 4,849 milhões do ano anterior.
Na opinião do diretor superintendente da
Jato, multinacional especializada em consultoria para a
indústria automobilística, Luiz Carlos Augusto, a estabilidade
econômica conquistada pelo Brasil na última
década ampliou as possibilidades de financiamento bancário
para a aquisição de veículos, o que foi um importante
motor para a indústria. “O brasileiro não se
importa com o valor final do bem porque quer que a
prestação caiba no seu orçamento mensal”, explicou..
O resultado desse verdadeiro esforço para
que a frota nacional seja constantemente renovada é
que o Brasil, nos últimos seis anos, subiu seis posições
no ranking mundial do setor, tornando-se o quinto
maior mercado mundial. “A globalização é fato. A Fiat,
italiana, vende mais carros no Brasil que lá no seu país
de origem. Por outro lado, o Brasil está em evidência
por meio do bloco BRIC, composto também por
Rússia, China e Índia, com um diferencial que é o crescimento
a índices sustentáveis”, destacou Augusto. Tal
postura tem atraído a atenção das montadoras internacionais
que, na última década, montaram plantas no
país e, ainda, multiplicaram as vendas.
A cadeia da indústria automobilística também
cresceu muito na última década, em função do aumento
da produção. A profissionalização das empresasé fato. No caso específico das oficinas mecânicas, não há o que temer em relação ao futuro. O consultor da Jato é otimista ao avaliar o processo de mudança pelo qual
essas organizações estão passando, o que as colocará, a
médio prazo, bem próximas dos auto-centers. “Hoje, as
pessoas querem comprar o veículo e usufruir dele, mas
querem ter alguém capacitado para fazer o serviço de
manutenção”, apontou. A regra também vale para a
indústria de autopeças.
Na visão de especialistas, o setor que cresce
também pode enfrentar dificuldades, principalmente
ligada ao crescimento da concorrência por
parte do mercado internacional. Como aponta Luiz
Carlos Augusto, o mercado brasileiro está sendo “bombardeado” pelas marcas importadas, de uma
forma generalizada, o que deve alterar a tranqüilidade
da líder Fiat e de Volkswagen que seguem quase
empatadas nos últimos anos, na preferência nacional.
General Motors e da Ford. Em 2002, os veículos
mais vendidos foram o Gol (VW) e o Corsa (GM).
No último exercício, continuou o Gol (VW) acompanhado
do Palio.
Entretanto, o profissional destaca que produtos
de alta performance requerem investimentos
em inovação e diferenciais competitivos. No caso
dos carros chineses, se essas montadoras investirem
em melhorias, vão ter que repassar o valor para o
consumidor final, o que alterará substancialmente os
preços praticados atualmente.
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